Tuesday, 19 August 2014

Centelhas

O maior erro que alguém pode fazer é fugir de si próprio.
Andamos sempre pelas sombras a tentar ser algo que não somos,
desejando aquilo que não temos, insatisfeitos sempre, até ao fim.
Isto soa a filosofia barata, espiritualismo de plástico, mas no fundo
tudo não passa disto, de uma ideia.
Por vezes, em relâmpagos ultra rápidos de imaginação que me
assaltam a cabeça, vejo e sinto o todo que nós somos,
e a sensação que foi deixada para trás, aquele mero vestígio é o
que me embala por dias de sonho, é o que aconchega a alma às paredes,
azul estelar, do meu corpo. Eis que mergulho na galáxia do meu ser,
e nado nos mares calmos do universo. Universo, sim!!
e não biniverso ou triniverso... Somos autênticos calhaus pensantes,
somos a voz do universo todo, dentro de nós trazemos a centelha universal à qual,
procuramos sempre regressar. O acto sexual é uma das melhores
maneiras de tentar chegar lá.
Quando dás de conta estás é a tentar possuir a ti prório,
queres voltar para dentro do casulo de onde vieste,
queres encher um vazio, preencher uma distância.
Todas as pedras aspiram à consciência,
todas as consciências aspiram a pó, e por entre as aspirações é onde a vida encontra-se.

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